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Como fazer um casamento dar certo
26/05/2011 - 14:29
Manter um casamento é uma árdua tarefa que exige, de ambos um investimento de mudança e adaptação!
Como fazer um casamento dar certo
 
Gênesis 3:8
8 E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.
9 E chamou o Senhor Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás?
10 E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.
11 E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?
12 Então, disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.
13 E disse o Senhor Deus à mulher: Por que fizeste isso? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

 
O que eu vou-te dizer não é receita de bolo, tipo "siga as instruções que vai dar certo". Mas com certeza tem alguns princípios, que pode ajudar um casamento a dar certo. Nem sempre o bom sucesso no casamento depende de religião. Há pessoas muito religiosas vivendo mal no casamento e pessoas sem religião vivendo bem no casamento. Não depende de situação acadêmica ou social.

Tem pessoas bem casadas e pessoa má casadas em todas as esferas da vida. Na maior parte das vezes, o bom sucesso do casamento depende simplesmente de bom senso. Há bom senso em todas as esferas da vida e também falta bom senso em todas as esferas da vida. Mas prefiro seguir a trilha do bom senso.

Não vou trazer revelações fantásticas, mas Coisas simples, que com certeza você já ouviu, mas que não praticou. Relacionamentos de qualquer espécie ele gera conflitos. Mas o relacionamento conjugal é mais delicado porque ele Atinge no que há de mais pessoal que é a outra metade. Quando o conflito é profissional, com amigos, com vizinhos, você vai para casa. Mas, quando o conflito é em casa, não há aonde ir, a não ser ir para a rua.

Quando surgem os conflitos, a tendência mais comum é valer-se do velho expediente de culpar o outro. Isto faz parte de nosso mecanismo de defesa e é a maneira mais eficiente de dar uma explicação: A outra parte é a problemática. Adão fez isto, no Éden: "a mulher que tu me deste". A mulher e Deus eram os culpados. Esta é a melhor maneira de destruir um casamento.
Manter um casamento é uma árdua tarefa que exige, de ambos um investimento de mudança e adaptação! Quando apenas um está lutando para manter a relação e a outra parte não liga, a situação é mais difícil. Quando um não quer, dois não brigam. Mas quando um não quer dois não amam.

Por isso quero apresentar algumas sugestões que podem ajudar no bom relacionamento conjugal. Evite dizer que o seu cônjuge precisa praticar estas coisas. Mas "eu preciso fazer estas coisas".

1. Sugestão: Saibam distinguir entre o real e o ideal

O real é o Verdadeiro, o Legítimo, o Autêntico  e o ideal é o ilusório, o irreal, o imaginário.
No começo tudo é doce! O período de namoro é encantador. Cada um se orgulha do outro, admira, respeita, elogia, exibe aos outros e tem esperanças de que será assim para sempre. No noivado começam os vestígios de realidade. As pessoas já se sentem mais seguras no relacionamento e não têm necessidade de mascarar tanto.

A pessoa real começa a aparecer, ainda assim, o relacionamento sobrevive, e chega ao casamento. Os primeiros dias são de sonho, mas sempre se acorda. Em algumas ocasiões, o que antes encantava agora começa a irritar.
Quando o romantismo acaba, começa as cobranças! "Você já não é mais o mesmo!", ou "você era diferente!". Muitas vezes o real já aparecia no namoro e no noivado, mas vinha a famosa esperança: "Meu amor vai mudar. Mas, agora com o casamento a responsabilidade muda, o real triunfa sobre o ideal.

O ideal é a forma sonhadora de como vemos a pessoa. O real é como ela é. Namoramos o ideal, sonhamos com o ideal, mas casamos com o real. Quando alguém se frustra no casamento, nem sempre a culpa é do outro, a sua frustração pode ser porque viu o que queria, mas, que não existia, e deixou de ver o que não queria, mas que existia. Parte da solução de muitas tensões no casamento começa aqui, com a aceitação do outro.

2. Sugestão: Não busquem um clone.

Muitos dos conflitos são uma conseqüência natural das diferenças entre os parceiros. Cada um é diferente do outro, carregando uma bagagem cultural diferente. São pessoas que levaram anos sendo construídas de uma maneira. Desconstruir e reconstruir não se faz num dia.
E a questão que deve ser levantada é, há necessidade de desconstruir? É normal que as pessoas sejam diferentes e que surjam choques. Um dos problemas mais grave em um casamento sucede quando uma parte não traz crescimento para a vida do outro.

3. Sugestão:
Não culpe o outro.

Mesmo que a outra parte esteja completamente errada, lançar isto em rosto é pouco produtivo. Devemos ter em conta que há uma diferença entre argumentar e acusar. Devemos esperar o momento, usar os argumentos, mas não acusar. Devemos lembrar-nos de Provérbios 15.1 - "A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira".
Devemos sempre fazer uma pergunta: "quero resolver o problema ou ganhar a discussão?”“. Lembre-se quanto mais uma pessoa é criticada mais ela se revolta e se fecha. É pouco provável que alguém mude suas atitudes somente por ser criticado.  Críticas a empurram mais para baixo, entender e ajudar a mudar pode ser mais produtivo.

4. Sugestão:
Não discutam o passado.

Tenho observado que boa parte das discussões dos casais é por coisas passadas. O que passou já se passou. Passado é vencido. Lembremos da palavra de Jesus: "Basta a cada dia o seu mal". Há pessoas que cuidam dos males de hoje, ruminam os de ontem e agonizam na perspectiva dos de amanhã.

5. Sugestão: Definam bem as divergências (desacordos).

Quando um casal diverge, os dois devem se perguntar se estão divergindo por algo específico ou genérico. Há casais que estão em guerra permanente e sempre se colocam em campos opostos. Se um disser "sua mãe é linda", o outro será capaz de responder "não, minha mãe é horrorosa", porque não sabe como viver em concordância. Este desgaste de relacionamentos sucedeu pelo hábito de divergir, ser de opinião diferente. Este é um dos momentos mais graves.

6. Sugestão:
Havendo discussões, evitem golpes baixos.

Não se trata de golpes abaixo da linha da cintura, como no boxe. São de outro tipo. Todos nós sabemos quais são os golpes baixos e como usá-los, há pessoas que são bem treinadas nesta situação. Uma pergunta que se deve fazer é esta: "O que quero: acertar alguns pontos ou causar o maior dano possível ao outro?".

7. Sugestão:
  Reconheçam o inimigo número um.

O inimigo número um não é o outro somos nós mesmos. O maior inimigo no casamento é o egoísmo. A esposa que era a dondoca, a bonequinha preferida do papai, agora quer continuar sendo vista da mesma forma pelo esposo.
O rapaz quer ser o queridinho da mamãe, bem tratado em todos os momentos. Quer todos os privilégios, mas nem sempre quer responsabilidade. Sabe o que acontece? Os dois viram o casamento como uma oportunidade de receber do outro, atenção, afeto, zelo.
Ou seja, a pessoa entrou no casamento para ter suas necessidades emocionais preenchidas, mas não para uma parceria. Têm pessoas que são egoístas, elas sempre querem vencer. Isto é uma forma de narcisismo, doença muito comum nas pessoas. O narcisista é apaixonado por si mesmo. No seu viver não há espaço para outros. Ele se ama demais e não sobra amor para ninguém.

8. Sugestão:  Mantenham uma atitude positiva.

Isto não é ter pensamento positivo, mas atitude positiva. Isto significa ter o desejo de investir no casamento. Muitas pessoas casam com uma idéia em mente: "Se não der certo, a gente se separa". Por pior que estejam as coisas, deve haver o esforço para melhorar.
Poderíamos dizer mais coisas, mas estas bastam por hoje. O que foi dito pode nos ajudar a refletirmos. Um mau casamento é um inferno, mas um bom casamento é um pedaço do céu aqui na terra. Lutemos para que nossos casamentos dêem certo.
 
Pastor Leonardo Elias

 
 
Postada em: 26/05/2011 - 14:29
Categoria: Geral
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